14 Dezembro, Quinta, 2017

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Trata-se de uma estória que se desenrola em torno de um tema central, abordando diferentes temas numa mesma estória multiplicando assim as mensagens de valores culturais e educacionais sem torná-las cansativas.

O tema central é um grupo de 06 crianças entre a idade de 05 a 12 anos que devido a rotina diária de suas casas não possuem um espaço físico para suas brincadeiras e reuniões. Decidem "explorar" a região para encontrar um lugar onde possam desenvolver um clubinho próprio.

Depois de muito procurar, encontram uma velha casa abandonada. No relacionamento diário e desta convivência das crianças, surge a oportunidade de transmitir mensagens educacionais em forma de diálogo. Dentro desta convivência surgem as oportunidades de trabalhar os valores morais , filosóficas e culturais.

Os temas paralelos são desenvolvidos através do casarão velho, denominado de A Casa Fantástica.

Alguns elementos não estão diretamente vinculados com o grupo de crianças, mas dependem da presença delas na casa para serem acionados.

A idéia principal é a de uma dialética entre a lareira mágica de nome Vincent, que comanda a atuação de vários outros personagens e a Hippie dos anos 60 - Hipponga, que é a herdeira do tal casarão e que não deseja nenhum intruso em seus domínios.

Através da lareira o grupo de crianças toma contato com os seguintes grupos:

1. Um músico fantasmas amigos das crianças - fantasma brasileiro (percussão).

2. Família de Ratos Gaúchos - artistas folclóricos, que são explorados por um empresário mal caráter.

3. Um livro mágico que passa mensagens secretas para o líder do grupo das crianças.

4. Um baú mágico que sempre coloca a disposição das crianças elementos interessantes de brincadeiras.

5. Uma biblioteca que fornece informações .

Através da personagem Hipponga, atuam no quintal numa plantação de milho, dois corvos que vivem aborrecendo um velho espantalho ; conta ainda com seus dois espiões morcegos de nomes Mor e Cego, que reportam todos os acontecimentos da casa.

O argumento central deste grupo é a dificuldade que estas crianças têm de brincarem juntas devido a falta de espaço físico, provocada peia rotina diária de suas casas. Normalmente encontram-se na rua, onde moram. Desejam encontrar um local para brincar e formarem um clube particular só deles. Resolvem procurar este local mesmo que seja afastado da pequena cidade. Após uma tentativa frustrada acabam encontrando uma velha casa abandonada fora da cidade.

A personalidade e conseqüentemente o comportamento de cada criança foi planejada para que surja conflitos entre eles, de maneira a provocar no mínimo duas interpretações de cada problema surgido.

A solução em geral é oferecida através de um consenso comum entre eles. Assim temos o mais novo, com cinco anos de nome Fabinho. É uma criança alegre, curiosa mas dependente de sua irmã mais velha Yara com nove anos.

Por sua vez Yara, é mais aberta e defende com vigor suas idéias e seu irmão menor.

Pedro, menino de doze anos com alguns problemas de ajustes sociais, está sempre se opondo às outras crianças do grupo.

Margo, menina de 12 anos com um instinto maternal desenvolvido e que procura orientar e de certa forma proteger todos.

Alex, também com doze anos, é o líder. Possui um alto Ql, e normalmente oferece soluções práticas para o grupo. É responsável e tenta proteger todos os outros.

O último é Chiquinho, garoto novo no bairro, representa o menino Jesus, com toda sua docilidade e seus valores cristão. É o grande intermediário do grupo como também o elemento catalisador do comportamento de todos.

A Segunda dimensão da estória abrange um mundo mágico que está localizado no casarão abandonado que é denominado como A Casa Fantástica. Este mundo é regido porVincent, uma lareira que após ser acesa entra em contato com as crianças e possibilita que os outros elementos da casa se manifestem.

A casa abriga também, uma família de ratos gaúchos, músicos e artistas que encontram-se nas mãos de um empresário mal caráter que os explora comercialmente. Neste quadro é trabalhado com maior ênfase a necessidade de união familiar para superar as dificuldades cotidianas.

Existem ainda outros elementos mágicos como a biblioteca que fornece informações a todos que a procuram. Um baú, onde a cada dia, surgem elementos novos para divertir as crianças. Em relação ao baú, existe a crença que tudo desaparece no seu interior.

Há também um livro mágico que fica sobre Vincent a lareira e que transcreve mensagens avisando da possibilidade de alguns perigos, contudo apenas Alex, na condição de líder, consegue fazer esta leitura.

Em contraposição a estes elementos temos uma bruxa hippie que é dona, por herança, do casarão. Hipponga não gosta de intrusos em seus domínios e abomina crianças. Vive escondida de todos no sótom e para inteirar-se dos acontecimentos da casa, usa de seus dois espiões morcegos de nomes, Mor e Cego.

No quintal da casa ainda existem três personagens num milharal abandonado: um espantalho e dois corvos. O espantalho que raciocina mais lentamente que os corvos, gosta das crianças e prefere participar das atividades regidas por Vincent. Já os dois corvos que costumam aborrecer o espantalho se colocam a disposição de Hipponga.